22 de junho de 2011

A Dominação Masculina - 3ºs Anos


A DOMINAÇÃO MASCULINA - Pierre Bourdieu


Pierre Félix Bourdieu nasceu em Denguin em 1 de agosto de 1930 e morreu em Paris, 23 de janeiro de 2002. Foi um importante sociólogo francês, conhecido mundialmente, sendo consagrado como um dos maiores intelectuais de nosso tempo. 

Bourdieu baseia seu trabalho em uma investigação sociológica do conhecimento e detecta que existe um jogo de dominação e reprodução de valores, ou seja, fazemos um esforço para aprender e incorporar, de forma inconsciente, o que é ser homem e o que é ser mulher. A divisão entre os sexos masculino e feminino no mundo social parece ser normal, natural, a ponto de ser inevitável, funcionando como sistemas de pensamento e ação existentes. A diferenciação entre os sexos visa estimular em cada agente, homem ou mulher, práticas que convém a seu sexo, proibindo ou desencorajando condutas impróprias, sobretudo nas relações com o outro sexo.

A força da ordem masculina se justifica na divisão social do trabalho, nas tarefas que são atribuídas a cada um dos dois sexos. A diferença anatômica entre os órgãos sexuais é uma justificativa natural para a aceitação da diferença socialmente construída entre os gêneros. A “virilidade”, ser virtuoso, ter honra, são termos que não podem ser separados da virilidade física, pois é o falo que preenche, é ele que está cheio de vida (quem é estéril é oco), justificando simbolicamente estas propriedades naturais. Essa justificativa simbólica de que o falo é a vida, reforça a crença de que este sistema de dominação é natural, normal e inevitável. A definição social dos órgãos sexuais é um produto de uma construção e o masculino é tomado como medida de todas as coisas. Até o Renascimento, o sexo da mulher é representado como o do homem, apenas disposto de maneira diferente. 

A Dominação Masculina do modo como é imposta e vivenciada, é resultante da violência simbólica, que é uma violência suave, insensível e invisível as suas próprias vítimas, sendo exercida essencialmente pelas vias puramente simbólicas da comunicação e do conhecimento, ou mais precisamente, do desconhecimento, do reconhecimento e do sentimento. A invasão da consciência das mulheres se dá pelo poder físico, jurídico e mental dos homens, com efeitos duradouros que a ordem masculina exerce sobre os corpos das mulheres, que não compreendem a submissão encantada que constitui efeito característico da violência simbólica.  

A percepção social dos órgãos genitais usa do simbólico ao passar a idéia de ‘alto’ e ‘baixo’, ‘cheio’ e ‘vazio’, ‘seco’ e ‘molhado’, ‘quente’ e ‘frio’, sendo a cintura a fronteira simbólica entre o puro e o impuro, pois aquela que mantém sua cintura fechada, é pura, virtuosa. É um símbolo de fechamento do corpo feminino, é a barreira que protege a vagina, socialmente construída em objeto sagrado. No exame ginecológico, por exemplo, é usado um avental como barreira simbólica para dissociar a paciente de seu sexo, um objeto simbolicamente sagrado.

O ato sexual também é pensado em função do princípio do primado da masculinidade. A oposição entre os sexos, alto/baixo, cima/embaixo, seco/úmido, quente/frio (apagar o fogo), ativo/passivo, móvel/imóvel. A vagina é vista como vazia, o oposto do falo, que está cheio. Cima/embaixo, ativo/passivo são alternativas que descrevem o ato sexual enquanto uma relação de dominação. De um modo geral, possuir sexualmente é dominar no sentido de submeter a seu poder, significa também enganar, abusar, ou como nós dizemos: possuir. (Resistir à sedução é não se deixar enganar, não se deixar possuir). As representações dos dois sexos não são, de maneira nenhuma, iguais. As moças estão socialmente preparadas para viver a sexualidade como uma experiência íntima e fortemente carregada de afetividade, que não inclui necessariamente a penetração, (inclui falar, tocar, beijar, acariciar) ao passo que os rapazes tendem a compartimentar a sexualidade, concebida como um ato agressivo, sobretudo físico, de conquista orientada para a penetração e o orgasmo. A posse é a afirmação da dominação em estado puro e o orgasmo feminino uma prova da virilidade masculina e da submissão feminina. A pior humilhação para um homem consiste em ser transformado em mulher, debochar de sua virilidade, acusar de homossexualidade, conduzir eles como se fossem mulheres.

Atualmente, inúmeras mulheres romperam com as normas e formas tradicionais, como um sinal de ‘liberação’. No entanto, o uso do próprio corpo continua subordinado ao ponto de vista masculino, como por exemplo, nas propagandas, ao aderir à ditadura da moda, da estética e dos padrões impostos de beleza.

31 de maio de 2011

História do Brasil - Para todos os anos

Quando digo que História do Brasil não é minha matéria favorita, provo o porquê: É mentirosa, tendenciosa, escrita por poucos e que continua se repetindo ano após ano. Foi revoltante ver, mais uma vez, o Político José Sarney DECRETAR( Lembram da diferença entre LEI e DECRETO, certo?) que o impeachment de Collor,  “foi um acidente que não deveria ter acontecido na História do Brasil e não é tão marcante como os fatos que aqui estão contados." (Palavras de Sarney). 

Estes fatos contados que Sarney faz referência estão no "Túnel do tempo”, como ficou conhecido o amplo corredor que passa sob o Eixo Monumental, em Brasília, onde estão as salas das comissões permanentes e gabinetes dos parlamentares. O espaço integra o roteiro da visita guiada ao Congresso Nacional e abriga textos e imagens de momentos importantes da história do Brasil e do Senado.

Se um impeachment em um país não é um fato marcante, com a população saindo às ruas para fazer valer seu direito, não sei o que pode ser importante. Fica claro, mais uma vez, como funciona o Governo Brasileiro: Mente, Esconde, Altera os dados, os fatos e até a própria História para se beneficiar de alguma forma. Vejam o vídeo com a reportagem:


 



Agora, dá uma olhada neste outro: O que Fernando Collor de Melo achava de Sarney em 1989:



Depois disso, fica dificil falar muita coisa.... Quem dera que estivesse concretizado tudo isso que Collor disse um dia.Que mudou, ninquém pode contestar: O problema é que mudou para pior. A impunidade continua, Sarney é o presidente do Congresso e os escândalos são tantos que já estamos acostumados. A repressão é feita com grande violência e parece que vivemos em um Estado que usa um disfarce democrático para mascarar toda a corrupção e safadeza. Eles deixam o povo narcotizado ao dar Carnaval, Futebol e Cerveja, que aí fica tudo bem. Acorda, galera! Até quando vamos ser um povo sem memória? Um povo sem memória não tem História!

Eu quero me orgulhar do país em que nasci e sei que vocês também querem. Só que para isso temos que fazer aquilo que o Governo não quer que a gente faça: Criticar! Mas como vocês sabem, só critica aquele que tem um ponto de vista próprio e só tem um ponto de vista próprio aquele que tem um vasto conhecimento, uma ampla visão de mundo. E para se conquistar essa visão de mundo temos que estudar e buscar o que não sabemos. É o único caminho possível, é a única arma realmente revolucinária que existe: O conhecimento. Este é o receio do Governo, pois um povo que CRITICA é um povo que contesta e reivindica seus direitos. E deixamos de aceitar absurdos como este. Pegou mal para você Sarney. Espero que o povo perceba como foi uma ato de DITADURA este o de escolher entre um fato histórico e outro: Para que mostrar do que o povo é capaz? Para que façam de novo? Melhor esconder e dizer que foi um ato sem importância que não deveria ter acontecido. Com certeza o Governeo irá se esforçar para que não aconteça de novo!

28 de maio de 2011

Para pensar....

Este é um poema de Vladimir Vladimirovitch Maiakovski, nascido em 19 de julho de 1893 na Geórgia, então Império Russo. Após a revolução de 1917, Maiakovski colaborou com o governo na criação de lemas revolucionários, como "não há conteúdo revolucionário sem forma revolucionária". Suicidou-se com um tiro, aos 37 anos de idade, em 14 de Abril de 1930.




POEMA DE MAIAKOVSKI

Primeiro, eles vêm à noite, com passo furtivo
arrancam uma flor
e não dizemos nada.
No dia seguinte, já não tomam precauções:
entram no nosso jardim,
pisam nossas flores,
matam nosso cão
e não dizemos nada.
Até que um dia o mais débil dentre eles
entra sozinho em nossa casa,
rouba nossa luz,
arranca a voz de nossa garganta
e já não podemos dizer nada.


Pensem sobre o significado do poema!!!

Ao deixarmos de reivindicar nossos DIREITOS quando somos agredidos, perdemos a oportunidade de fazer valer nossa força, nossa voz, nossa LIBERDADE de Expressão! Quando ficamos quietos perante às injustiças cometidas na nossa frente, acabamos por concordar com elas, concordar que sejam cometidas. Até que chega a um ponto em que nossa voz será calada, não poderemos falar mais nada porque seremos totalmente reprimidos, massacrados e calados. Então, não teremos como reclamar porque nunca reclamamos antes....

26 de maio de 2011

Aula 3ºs anos - A Guerra Fria

O Termo "Guerra Fria" é definido como o conflito que ocorreu entre E.U.A e a ex-URSS com o fim da 2ª Guerra Mundial, disputa no campo ideológico mas não ocorrendo embate militar declarado. É a Paz Armada, uma vez que os dois países se envolveram em uma corrida armamentista, do domínio do Espaço (Homem pisa na Lua, 1696), criação da OTAN e o Pacto de Varsóvia dividindo o mundo em dois lados: Capitalista e Socialista. A criação do Muro de Berlim representa a barreira física desta divisão do mundo. Berlim Ocidental capitalista e Berlim Oriental socialista.

A ajuda para reconstrução dos países arrasados pela 2ª Guerra Mundial proporcionada pelos E.U.A, conhecida como Plano Marshall, foi um aprofundamento da Doutrina Truman, que buscava conter a ameça comunista, onde quer que ela estivesse no mundo. Assim, a ajuda ao países no pós guerra serviu para fortalecer os 'elos fracos' do capitalismo, países que, por estarem em crise, poderiam buscar o socialismo.

Auxiliar os elos fracos do capitalismo é, antes de tudo, defender o estilo de vida americano, o "American Way of Life", um estilo que não pode ser ameaçado nem negociado, uma vez que se baseia na democracia chamada livre, fundada num mercado de trabalho competitivo sem limites e que promete, independente do seu passado, que qualquer indivíduo que trabalhar duro, tiver habilidade e determinação, pode mudar consideravelmente a sua qualidade de vida no futuro. É a promessa do "sonho americano", é aderir a este estilo de vida que garante a liberdade e a procura da felicidade em sua Declaração de Independência. 

Para demonstrar as qualidades do sistema capitalista e fazer com que seja aceito, é feita uma política de combate ao socialismo utilizando os meios de comunicação em massa, como o cinema, a televisão, os jornais, as propagandas, histórias em quadrinhos, sempre valorizando sua cultura, moeda, linguagem, hábitos.
A queda do Muro de Berlim, em 1989, é o marco do fim do socialismo, a vitória do Capitalismo.

16 de maio de 2011

O Último Abraço...

Quantas vezes negamos um abraço a um amigo? Quantas vezes, por nossa pura e simples mesquinharia, não amamos o próximo e não fazemos nada para deixá-lo feliz? Talvez por acreditarmos que teremos o amanhã para fazê-lo. Sempre acreditamos que amanhã  farei isso ou farei aquilo.

Mas a vida nos mostra, todos os dias, que nem sempre teremos 'um amanhã'. Nem sempre teremos oportunidade de mostrar ao próximo o quanto gostamos dele, de pedir o seu perdão ou apenas dizer: Obrigada, Eu te amo por fazer parte da minha vida, você é especial para mim!

São palavras que ficam engasgadas na garganta quando o amanhã não chega. São palavras que perdem o significado quando a pessoa que deveria ouvi-las não está mais entre nós e não podemos mais olhar nos seus olhos e dizer o que sentimos.

Hoje o meu dia está cinza, mesmo com o sol brilhando num céu azul com nuvens brancas. Hoje o meu dia perdeu a cor, perdeu o brilho, perdeu a alegria, perdeu a vida. A perda é sempre avassaladora e profunda. Quando perdemos alguém que amamos, entendemos o quanto a vida é efêmera, o quanto a vida é frágil e que para morrer só basta estar vivo. Nesta hora difícil é que percebemos como gostavámos da pessoa que se foi, como ela era especial e, em alguns casos, como não se percebeu isso antes. Dizem que só damos valor no que perdemos. Por isso viver é aprender. Vivendo é que aprendemos a dar valor na vida, a agradecer cada momento, a agradecer por cada pessoa especial que cruza nosso caminho, mesmo que seja por tão pouco tempo.

As palavras que escrevo são apenas uma forma de tentar amenizar uma dor que não pode ser amenizada. É apenas uma forma de tentar desabafar o que sinto, apenas uma forma de agradecer por ter conhecido uma pessoa tão especial quanto o nosso amigo que se foi tão cedo, no esplendor da juventude, da beleza e da vida. Sei que todos estamos sentindo a mesma dor, ela dói em cada um de nós de uma forma diferente, mas não deixa de doer e não podemos deixar de sentir. Somos Humanos, afinal. Amamos e sofremos, sorrimos e choramos, num ciclo de alegrias e tristezas... 

Dedico essas palavras singelas à você Filipe Renato da Cruz, que cativou a todos com seu jeito simples e  alegre de lidar com a vida. Uma pessoa especial, que sempre tinha uma palavra amiga a ser dita e um gesto de carinho a ser feito pelo próximo. Um garoto que tinha sonhos, metas e principalmente, Deus no coração e na atitude. A minha maior tristeza não poder compartilhar contigo, no futuro, a realização de seus sonhos. Eram tantos.... 

A única coisa que me conforta é saber que você, Filipe, está nos braços do Criador, está ao lado do Deus que você tanto amava, que você tanto se esforçou para que eu conhecesse e também amasse. Agora é ELE quem me auxilia neste momento tão triste. É a palavra DELE que me faz acreditar que você partiu para um plano melhor e mais evoluido que o nosso. Você, Filipe, despertou em mim o que havia de melhor, pois sempre demonstrou seu carinho e amizade e fez com que eu  aprendesse a fazer o mesmo. Aprendi com você a não ter vergonha de dar um abraço amigo quando o outro necessita. Adeus, meu aluno e amigo querido. Você já faz falta em nossas vidas.
 Andréia Y.